sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

. Gravidez na Adolescência: Depoimentos


 
 
 
Paula, 17 anos, estudante.

 “A minha mãe disse que me teve quando ela tinha 16 anos. Naquela época não era muito cedo. Estava bom! Fazer o quê? Mas hoje eu não quero isso para mim. O tempo mudou. Tenho que estudar mais, um filho ia acabar com a minha vida! Eu nem conto a ninguém que já fiquei grávida.”

 Marcela, 16 anos, estudante.

“Chamo-me Marcela, tenho 16 anos, estava a namorar há dois meses quando resolvi ter uma relação sexual. Na hora, fiquei com vergonha de pedir ao meu namorado para usar camisinha e simplesmente deixei acontecer. O que eu não esperava era que, por conta desse único descuido, toda a minha vida fosse mudar tanto e tão de repente. A minha menstruação atrasou pela primeira vez e fiquei apavorada. Tentei esconder, mas a minha mãe percebeu e, desconfiada, levou-me para fazer alguns testes. A gravidez foi confirmada”.

Joice, 15 anos, estudante.

“Eu vivo com a minha mãe, o meu pai e um irmão mais novo em Engenheiro Pedreira, Baixada Fluminense. A minha gravidez, aos 15 anos, significou para mim o fim de meu sonho de entrar para a Marinha, pois para eu me alistar na Marinha tenho que ser solteira e sem filhos. Eu estava apaixonada por Alex e engravidei para tentar "prendê-lo". O que não deu certo, pois ele diz que está apaixonado por Edilene.”
 

Verónica, 14 anos, estudante.
"Fiquei grávida aos 14 anos e não tinha uma ideia sequer sobre o que fazer... Atualmente só se pensa em 2 ou 3 soluções para a gravidez na adolescência, no entanto a maioria esquece uma outra: a adoção. Foi a mais difícil decisão de minha vida. Eu vejo tudo o que estou fazendo agora e penso onde estaria se tivesse o bebé comigo. Eu não estava preparada para cuidar de um bebé. Isto só ocorreria alguns anos mais tarde...E a coisa mais importante para mim é que o meu bebé tem um pai e uma mãe que se amam."

Marcelo, 16 anos, estudante.
“Quando ela me disse que eu ia ser pai, fiquei em estado de choque. Quem iria cuidar da criança? Eu não tinha condições de sustentar uma família. Tive vontade de sumir."


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

. Estás grávida? Aqui ficam algumas dicas…


Para a Higiene da grávida
As grávidas devem ter uma atenção particular à sua higiene, pois são mais vulneráveis a infeções. Por isso, deverão ter alguns cuidados especiais:
- Para a lavagem da região genital devem usar um sabonete neutro;
- Após cada evacuação, devem lavar a região anal. Caso não seja possível, o papel higiênico deve ser sempre branco e sem perfume;
- Evitar uso de produtos que possam provocar irritação da região genital: absorventes diários, desodorizantes, toalhetes;
 
- Em relação às roupas íntimas: preferir calças de algodão próprias para grávidas, que não apertam a barriga;
 
- Optar pelo uso de saias ou calças largas que não pressionem a zona da barriga. Roupas de tecidos sintéticos devem ser evitadas;
- A depilação deverá ser parcial, uma vez que os pelos são uma barreira de proteção natural;
- Lavar as mãos antes e após as idas à casa de banho;
 
- Manter unhas curtas e lixadas, de modo a evitar micoses e outras doenças mais graves como hepatites.
 
 
Para a alimentação da grávida
É importante ter uma alimentação variada e equilibrada. É através da grávida que o feto recebe aquilo de que necessita para crescer e desenvolve-se. É aconselhável, por isso, comer várias vezes ao dia e pouco de cada vez, procurando fazer refeições pequenas e com intervalos regulares.
 
Cuidados a ter com os Alimentos
- Lavar muito bem os alimentos que se comem crus;
- Preparar e cozinhar os alimentos de forma simples;

 - Beber cerca de 1,5 l de água por dia, assim como 0,5 a 1 l de leite ou seus derivados;

-
Retirar sempre a gordura visível da carne e evitar as partes queimadas;

-
Reduzir o uso de alimentos muito condimentados e com demasiado sal.



Deves comer:
Deves evitar:
Ovos, carne, peixe
(fornecedores de proteínas);
 
Doces e bolos;
 
Leite, Iogurte, queijo e manteiga (fornecedores de cálcio);
 
Café, chá, álcool e bebidas
 Com gás;
 
Ervilhas, feijão, grão
 (também fornecedores de
 proteínas vegetais indispen-
 sáveis ao bebé);
 
Mariscos e enlatados (devido ao risco de intoxicações);
Fruta e vegetais em todas as
 Refeições (fornecedores de
 Vitaminas e sais minerais).
 
Carne mal passada
 (por causa das salmonelas e da
 Toxoplasmose);
 
 
Queijo fresco de leite não
 Pasteurizado.

 

. Sou adolescente e estou grávida, como contar?

Ninguém engravida sozinho. Para além da mãe e do pai, é todo o meio familiar que se vê envolvido. Ao tomar conhecimento que está grávida, a adolescente poderá ficar sem saber que fazer e não vê outra alternativa senão contar ao parceiro. Este, por sua vez, pode reagir mal à situação com medo de perder a sua liberdade e poderá abandoná-la. É neste momento que a adolescente, sozinha e sem ajuda, se vê obrigada a contar aos pais.Os pais da rapariga são os que geralmente reagem da pior forma. Muitas vezes sentem vergonha, e não dão o apoio de que a jovem necessita, chegando mesmo a expulsá-la de casa. A mãe poderá sentir-se culpada pela gravidez da filha, uma vez que também é mulher e não esteve atenta. O pai, por sua vez, tende a não aceitar bem o acontecimento, custa-lhe aceitar que “a sua menina” se torne uma mulher. Uma situação que poderá melhorar quando os avós da adolescente, com mais experiência e mais tempo, entram em cena e resolvem ajudar.Independentemente das reações da família, a adolescente deverá procurar ajuda de um especialista ou até mesmo do psicólogo da escola, que a ajudarão a tomar as decisões mais adequadas.

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

. Adolescência: idade do armário

 



Adolescência é uma etapa intermédia do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. O modo como os pais lidam com os seus filhos adolescentes é a prova disso mesmo. Umas vezes continuam a tratá-los como crianças, outras exigem-lhes que sejam adultos. É a chamada idade do armário, em que cada adolescente vive uma série de crises que resultarão, se tudo correr bem, na definição da sua identidade.
Em termos biológicos, este período é marcado por diversas transformações corporais e hormonais. Não se confunda, no entanto, adolescência com puberdade. A puberdade é apenas a fase inicial da adolescência, onde ocorrem diversas mudanças corporais e biológicas. No que diz respeito aos rapazes, aparecem os primeiros pelos púbicos, crescem o pénis e os testículos, engrossa a voz, aparece a chamada maçã-de-adão e ocorre a primeira ejaculação. No que diz respeito às raparigas, aparece a menstruação (a primeira é chamada de menarca), desenvolve-se o peito, aparecem os pelos na região púbica e axilas e dá-se o crescimento da região da bacia. Numa palavra, ficam prontas para a reprodução.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

. Gravidez na adolescência: o exemplo do Brasil


. Gravidez na adolescência: os riscos


 


Diabetes gestacional: Intolerância à glicose (açúcar simples). A placenta produz uma quantidade elevada de hormonas que impedem a insulina de transportar a glicose (os bebés costumam nascer com mais de 3,5 quilogramas);

Pré-eclampsia: É o aumento da pressão arterial e da libertação de proteínas na urina;

Eclâmpsia: Neste estado há perigo de coma e de morte. A eclâmpsia é uma hipertensão específica da gravidez e é caraterizada pelos repetidos episódios de convulsões que normalmente aparecem nos últimos 3 meses de gestação e também em alguns casos pontuais depois do parto;

Anemia: Acontece quando o nível de hemoglobina está abaixo do normal  e tem como resultado uma carência de um ou mais nutrientes essenciais;

Abandono da Escola: Na maioria dos casos, as adolescentes abandonam a escola e nunca mais voltam, só uma parte muito reduzida retoma os estudos;

Uniões instáveis com o pai da criança: as estatísticas revelam que a maior parte dos jovens casais se separam durante o primeiro ano de vida do bebé, depois de se aperceberem que o namoro se transformou numa coisa mais séria;

Aborto espontâneo ou parto prematuro/ cesariana: o corpo da mãe ainda não está preparado para carregar um bebé;

Aumento da probabilidade de ter depressão pós parto e da rejeição do bebé por parte da mãe;

Maior probabilidade de ter o 2º filho num espaço curto de tempo: algumas pensam que já são capazes de criar uma criança, logo não evitam a segunda gravidez (e não usam nenhum método contracetivo).

 

. Como evitar a gravidez: alguns métodos contracetivos



1.     Comportamentais:

Abstinência - Evitar o ato sexual com penetração;

Coito interrompido - é quando, numa relação sexual, o homem pressente a ejaculação e que tira o pénis e ejacula fora da vagina.

2.     De barreira:

Preservativo Masculino – cobertura feita de látex (borracha) que é colocada de maneira a cobrir o pénis.





Preservativo Feminino – cobertura feita de latex que é introduzida na vagina para não deixar passar os espermatozoides.






Esponja – almofada de poliuretano, de forma circular, impregnada de um produto espermicida e constituída por uma pequena argola para facilitar a sua extração. Desempenha três funções contracetivas em simultâneo: libertar o agente espermicida, absorver o sémen depositado com a ejaculação e bloquear a entrada no útero.
 
 
 
Espermicidas - agentes químicos utilizados para desativar os espermatozoides presentes na vagina antes que penetrem no útero. 
 

 
 
Dispositivos Intrauterinos (DIU) – dispositivo em forma cilíndrica colocado no útero que dificulta a movimentação dos espermatozoides e inibe o crescimento do endométrio, isto é, o tecido que reveste a parede interna do útero.
 

 

3.     Métodos Hormonais:

Orais:

Pílula do dia seguinte – deverá ser utilizada de emergência logo após  a relação sexual. Por ser um método de emergência não deve ser usado de maneira premeditada.

 
 

Pílula Combinada – trata-se de um método diário durante 21, 22 ou 28 dias. É importante não esquecer nenhuma toma.
 
 

Injetáveis:

Injeção intramuscular – trata-se de uma injeção intramuscular de uma solução aquosa que contém acetato de medro progesterona, que é libertada lentamente na corrente sanguínea e previne a ovulação. 

 
 
 


4. Cirúrgicos:

Laqueação das trompas uterinas - consiste em fazer um corte ou bloqueio das trompas  com vista a impedir a fecundação do óvulo.
 
 


 
Vasectomia - pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto, na qual é cortado o canal que leva os espermatozoides do testículo até às outras glândulas que produzem esperma masculino. Após a Vasectomia, a ejaculação ocorre sem a presença de espermatozoides. É uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva e , por isso, o homem deve ter a certeza de que nunca mais vai querer ter filhos.