segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

. Gravidez na Infância: Um caso extraordinário





Lina Vanessa Medina, peruana, nasceu no dia 27 de setembro de 1933 e engravidou aos 4 anos de idade. O seu primeiro filho nasceu já tinha 5 anos de idade e é considerada a mãe mais nova do mundo. Esta criança teve o filho em 1939. A gravidez foi descoberta pelo seu pai, Tibúrcio Medina, que havia notado o tamanho anormal da sua barriga. O pai apressou-se a pensar que a criança estava a ser possuída pela cobra Apu. Segundo as crenças locais, esta cobra invadia a pessoa e crescia dentro do corpo até causar a morte. Depois de ela ter ido ao Hospital de Pisco, sob suspeita de tumor abdominal, o médico Dr. Gerardo Lozada concluiu que Lina estava grávida. O Dr. Lozada levou a Lina até à capital do país, para que fosse vista por outros especialistas e confirmassem o seu diagnóstico.
Ela teve parto de cesariana no dia 14 de maio de 1939, data em que era comemorado o dia das mães no país. Medina teve o bebé com 2,7 kg, ao qual chamou Gerardo, em homenagem ao médico que fez o parto.
A gravidez foi possível graças a um desequilíbrio hormonal. A primeira menstruação aconteceu quando ela tinha 8 meses de vida. Os seios dela começaram a aumentar quando ela tinha 4 anos de idade e aos 5 já demonstrava alargamento pélvico e maturação óssea avançada. Segundo a equipa que participou no parto, ela tinha um aparelho reprodutor maduro.
O pai de Lina chegou a ser preso, acusado de incesto, mas foi libertado por falta de provas. As suspeitas recaíram, então, no irmão de Lina, que sofria de deficiência mental.
Mesmo sendo mãe, Lina agia como qualquer criança, brincava mais do que cuidava do filho. Gerardo foi criado por uma das tias e passou a infância a acreditar que era irmão da própria mãe. Ele só descobriu a verdade aos 10 anos de idade, e faleceu aos 40 anos vítima de uma doença na medula óssea.
Lina nunca revelou o nome do pai do seu primeiro filho. Casou-se em 1972 e teve outro filho aos 38 anos de idade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

. Violência sexual e Gravidez na adolescência


A violência sexual é um dos motivos que explicam os índices de gravidez na adolescência. Não são poucas as reportagens de histórias em que meninas  foram violentadas pelos próprios pais, padrastos ou outros familiares, acabando por ficar grávidas.

A violência sexual está associada à ideia de submissão e inferioridade femininas. Para satisfazer um instinto doentio definido como distúrbio psicológico, algumas pessoas ferem e desrespeitam a dignidade humana. Crianças e adolescentes são frequentemente vítimas destes casos, o que desencadeia casos de muito sofrimento, doença mental e traumas nas suas vidas. A maioria das crianças vítimas de abuso sexual, pensam que elas foram as culpadas do ocorrido, ou então que é um castigo por algo errado que tenham feito.

O que acontece às meninas e adolescentes vítimas da violência sexual?        
. Muitas das adolescentes têm os bebés, que são criados por elas ou pela sua família;       
. Em alguns casos, os bebés vão para adoção;       
. A maioria das vezes fazem abortos que colocam em risco a sua vida, provocando lesões físicas e também psicológicas graves.

Como reagir?

Quando a adolescente confia em alguém e confessa que foi vítima de violência sexual, seja este um familiar ou não, essa pessoa deve imediatamente assegurar a proteção dessa criança ou adolescente.

Se não souber o que fazer, por se sentir incomodado/a ou chocado/a, deverá:

. Incentivar, levar a criança/ adolescente a falar livremente do que acontece;       
. Demonstrar que percebe, leva a sério o que está a ouvir e compreende a angústia por que está a passar; 
. Assegurar à criança que foi uma boa escolha contar o sucedido, mesmo que o agressor seja um familiar;   
. Mostrar à criança/ adolescente que não teve/tem culpa da agressão sexual.

O que devemos fazer pelas adolescentes vítimas de violência sexual? 
    
. Consultar um pediatra ou médico de família para provar a agressão;       
. Levar a vítima a fazer uma avaliação psiquiátrica para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, como também avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma;     
. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade do seu agressor, deve dar-se preferência a métodos indiretos e especiais; 
. Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso sexual é importante dar-lhe apoio para a ajudar no restabelecimento da sua autoconfiança, na confiança nos outros adultos e na melhoria da sua autoestima.

. É possível engravidar estando a tomar a pílula?


Como sabemos, nem todos os métodos contraceptivos são 100% eficazes. Por vezes, a eficácia destes métodos é posta em causa, por exemplo se estivermos a cumprir outro tipo de medicação. Além desta possibilidade, existem outras cuja lista deixamos de seguida:

  • Trocar a pílula por outra ou outro método contraceptivo e não usar preservativo nas 2 primeiras semanas;
  • Ter episódios de diarreia ou vômito. Neste caso, poderá ser necessária ir ao médico de família para mudar a pílula;
  • Esquecer de tomar a pílula à mesma hora;
  • Esquecer várias vezes de tomar a pílula durante o mês;
  • O sistema nervoso alterado também pode interferir no regular efeito da pílula a eficácia.


ATENÇÃO: Quando se começa a tomar a pílula, esta não faz efeito no primeiro mês. Por isso, além de tomar a pílula, usem preservativo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

. Resultado da 1ª Sondagem


Na semana passada propusemos a seguinte pergunta aos leitores do nosso blogue: Conheces alguma adolescente que esteja grávida ou tenha engravidado? Embora o número de votantes não possa ser considerado muito grande, talvez por se tratar de um blogue recente, a verdade é que 85% respondeu afirmativamente. Uma resposta preocupante, portanto, pelo menos se pensarmos que a cada adolescente grávida corresponde um futuro adiado.
 

. Os bebés também escutam


Ao contrário do que muitas pessoas dizem, as grávidas devem ouvir música. A razão é simples: os bebés, mesmo dentro da barriga, também escutam. Segundo alguns estudos, as mães grávidas que ouvem música durante pelo menos trinta minutos todos os dias, durante duas semanas, reduzem muito os sintomas de depressão e ansiedade em comparação com as gestantes que não o fazem. Esses estudos também adiantam que alguns estilos musicais são preferíveis, nomeadamente  a música clássica, sons da natureza, canções infantis chinesas e canções de embalar. Todas elas tiveram um efeito altamente positivo, aumentando também a atividade cerebral do bebé e fortalecendo o vínculo com a mãe.  

 

. "Tão Cedo, Marta!": para ler





O livro conta a história de uma adolescente chamada Marta. Marta é uma rapariga que engravida precocemente e por isso acaba por ir viver para uma instituição chamada “Nova Primavera”. É aí que nos vamos apercebendo das suas dificuldades e dos seus pensamentos mais íntimos.

O livro começa por descrever as diferentes reações à notícia da gravidez e à coragem de Marta. Depois é seguir a história e verificar, uma por uma, as situações por que a jovem rapariga tem de passar após decidir mudar radicalmente a sua vida. A saída de casa, para não ter de estar a ouvir constantemente a sua mãe, as dificuldades económicas, a desilusão com o namorado que a abandona, os conflitos com o pai, o abandono da escola, a hesitação quando se vê obrigada em pedir ajuda económica aos avós paternos….

Em termos gerais, trata-se de um livro que põe a nu as dificuldades de uma jovem mãe, que se vê institucionalizada e obrigada a crescer à pressa. Um exemplo, portanto, não só para todas as raparigas que partilham o “Nova Primavera”, como para todas as raparigas que se vejam confrontadas com questões semelhantes. Numa palavra, um bom livro para os pais recomendarem às suas filhas, e filhos, de modo a evitar situações indesejáveis.